Quanto rende alugar por temporada em Praia Grande? O que os números mostram

Duas fontes independentes mostram diária média de R$ 270 a R$ 351 e ocupação de 19% a 38% em Praia Grande. Veja quanto isso representa por ano e quanto sobra depois dos custos.

Paulo Vieira
Paulo Vieira17 de outubro de 2026 · 4 min de leitura
Quanto rende alugar por temporada em Praia Grande? O que os números mostram

"Dá para comprar um apartamento em Praia Grande e deixar o aluguel por temporada ajudar a pagar as contas?" É uma das perguntas mais comuns de quem pensa em investir no litoral. A resposta honesta é: depende, e os dados disponíveis mostram uma variação grande. Veja o que os números dizem e como fazer uma conta realista.

O que dois levantamentos independentes mostram

Não existe um número oficial único, então usei duas estimativas de plataformas de dados de mercado que acompanham anúncios de Airbnb e VRBO em Praia Grande:

  • Airbtics (novembro de 2024 a outubro de 2025): o anúncio típico foi reservado por cerca de 139 noites no ano, com ocupação mediana de 38%, diária média de R$ 270 e receita média anual de aproximadamente R$ 37 mil.
  • BNBCalc (junho de 2026): diária média de R$ 351, alta de 14% sobre o ano anterior, ocupação média de 19% e receita média anual de cerca de R$ 26 mil.

Os números são diferentes porque as metodologias também são (mediana ou média, períodos distintos e universo de anúncios). Por isso, o mais honesto é tratar o resultado como uma faixa: algo entre R$ 26 mil e R$ 37 mil de receita bruta por ano para o anúncio médio. Imóveis bem anunciados e sempre disponíveis podem ficar acima disso; os pouco disponíveis ou mal apresentados, abaixo.

A diária muda com o tamanho do imóvel

Segundo o BNBCalc, a diária média em Praia Grande varia assim:

  • 1 quarto: R$ 278
  • 2 quartos: R$ 401
  • 3 quartos: R$ 646
  • 4 quartos ou mais: R$ 902

Os imóveis de 4 quartos ou mais aparecem com a maior receita anual da região, cerca de R$ 69 mil.

Uma conta simples: diária × 365 × ocupação

A receita bruta anual de um imóvel é, aproximadamente, a diária média multiplicada por 365 dias e pela taxa de ocupação. Usando as diárias por tamanho e as duas taxas de ocupação encontradas (19% e 38%):

  • Apartamento de 1 quarto (R$ 278 por diária): de cerca de R$ 19 mil a R$ 39 mil por ano
  • Apartamento de 2 quartos (R$ 401 por diária): de cerca de R$ 28 mil a R$ 56 mil por ano

É uma conta de cenário, não uma promessa. Ela mostra que o que mais pesa no resultado é a ocupação, mais do que o valor da diária.

Do bruto ao que sobra

Receita bruta não é lucro. Dela saem condomínio, IPTU, limpeza e lavanderia, taxas da plataforma, energia e internet, manutenção, a comissão de um administrador (se você usar um) e o imposto de renda sobre o aluguel.

Só com condomínio e IPTU, nos apartamentos compactos mobiliados que temos hoje à venda, o custo fica em torno de R$ 8,5 mil a R$ 10,5 mil por ano (condomínio de R$ 500 a R$ 577 e IPTU de R$ 210 a R$ 298 por mês). Na conta de um apartamento de 1 quarto, esses custos fixos consomem cerca de metade da receita quando a ocupação é baixa, e cerca de um quarto quando a ocupação é boa.

Quando o imóvel rende mais

O BNBCalc aponta janeiro como o pico da alta temporada e indica que os hóspedes costumam reservar com cerca de 20 dias de antecedência. A mesma fonte sugere publicar o anúncio por volta de outubro, de dois a três meses antes do pico. Ou seja, quem já tem um imóvel pronto está na hora certa de se organizar para o verão.

O que verificar antes de comprar para alugar por temporada

  • Convenção do condomínio: confira se o regimento permite locação por temporada, porque alguns condomínios restringem esse uso.
  • Regras locais: o BNBCalc classifica a regulamentação de temporada em Praia Grande como flexível, mas vale confirmar as regras vigentes com a prefeitura.
  • Imóvel mobiliado e pronto: mobília, enxoval e utensílios fazem parte do investimento.
  • Localização e vista: proximidade da praia e vista para o mar costumam pesar na escolha do hóspede.
  • Tamanho: apartamentos de 2 quartos acomodam famílias e têm diária maior que os de 1 quarto.
  • Quem vai administrar: você mesmo ou uma empresa de gestão, que cobra comissão.
  • Custos fixos: some condomínio e IPTU antes de projetar qualquer retorno.

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Quer fazer essa conta para um imóvel específico?

Sou Paulo Vieira, corretor CRECI 116.153-F, com atuação na Baixada Santista desde 2012. Posso ajudar você a comparar os imóveis e a montar a conta de receita e custos antes de decidir. Fale comigo pelo WhatsApp (13) 99668-3403 ou pelo e-mail vieiracalegario@gmail.com.

Fontes: Airbtics (novembro de 2024 a outubro de 2025) e BNBCalc (junho de 2026). Os valores são estimativas de mercado e não garantem rentabilidade. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Consulte um contador sobre a tributação do aluguel.

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